Esse é o Toyota GR Supra que se junta à galeria dos carros mais hypados da internet.
O ronco grave acorda a rua. O GR Supra não é só um esportivo rápido, é uma provocação direta aos seus sentidos. Descubra se a polêmica união germano-japonesa realmente entregou o monstro do asfalto que todos exigiam.

O Retorno de uma Lenda com Sotaque Diferente
Basta um olhar rápido para entender a presença do modelo. A silhueta é baixa, os para-lamas traseiros são extremamente largos e o teto com estilo “dupla bolha” remete diretamente à herança nas pistas. Não é um desenho apenas bonito; é uma escultura pensada para rasgar o vento. O capô longo parece interminável visto do banco do motorista, criando uma sensação de pilotagem visceral que poucos esportivos modernos conseguem entregar.
Nascido da cultura automotiva forte no Japão, o peso de carregar esse nome não é fácil. A Toyota assumiu um risco enorme ao firmar uma parceria com a BMW para desenvolver o projeto. O resultado é um carro que divide opiniões, mas que na prática, funciona de forma agressiva e muito competente.
A Máquina Debaixo do Capô: Onde a Magia Acontece
Ao apertar o botão de partida, o motor 3.0 turbo de seis cilindros em linha ganha vida com um estalo seco pelo escapamento. O famoso motor B58 empurra o carro com uma força absurda logo nas primeiras rotações. A entrega de torque é violenta, mas previsível.
A suspensão foi calibrada de maneira brilhante. O chassi é extremamente rígido, permitindo contornar curvas de alta velocidade com o carro colado no chão. Diferente de outros lançamentos mais focados em luxo, aqui a comunicação entre o asfalto, o volante e o assento é limpa e direta.
No entanto, o carro tem suas fraquezas. A principal delas é o excesso de peças da marca alemã na cabine. Para quem esperava o saudosismo dos clássicos japoneses dos anos 90, o interior pode parecer familiar demais para quem já andou em um Z4. Além disso, a turbulência de vento com os vidros abertos acima de 80 km/h é um problema crônico de aerodinâmica da cabine que a engenharia deixou passar. Outro detalhe é o espaço: a cabine é apertada e claustrofóbica para pessoas mais altas.
Atualizações de Respeito e o Futuro
Com o tempo, a marca ouviu os entusiastas. Em 2021, o motor 3.0 recebeu um belo salto de potência, passando de 340 para 387 cavalos. Mas o grande triunfo veio depois: a adição do câmbio manual de seis marchas. Essa foi a resposta definitiva para quem transformou o carro em base recorrente para projetos de carros modificados, devolvendo o controle total da máquina para as mãos do motorista.
Mas e o sucessor? A indústria respira eletrificação. Os rumores mais quentes apontam que a atual geração (A90/A91) será a última puramente a combustão. O próximo passo da linhagem provavelmente envolverá um trem de força híbrido ou 100% elétrico, baseando-se em recentes carros conceito apresentados pela montadora em salões internacionais, mudando drasticamente a identidade do esportivo.
Um detalhe importante: Essas imagens são de um perfil no Instagram de um verdadeiro amante de carros, daqueles que vivem isso no dia a dia e que seu instagram vai estar no final do artigo.
O que você precisa saber
1. Qual é o motor do Toyota GR Supra? A versão mais procurada utiliza um motor 3.0 Turbo de seis cilindros em linha, conhecido como B58, fabricado pela BMW. Há também uma versão de entrada com motor 2.0 turbo de quatro cilindros.
2. O Supra atual é um BMW por baixo? Sim. A plataforma, o motor, a transmissão e grande parte dos componentes eletrônicos do interior são compartilhados com o BMW Z4, frutos de uma parceria estratégica entre as duas marcas para viabilizar o projeto.
3. Quantos cavalos tem o motor do GR Supra? Os modelos 3.0 fabricados a partir de 2021 entregam 387 cavalos de potência, enquanto as primeiras unidades (2020) saíam de fábrica com 340 cavalos. A versão 2.0 entrega 258 cavalos.
4. O carro possui opção de câmbio manual? Sim. A partir do ano-modelo 2023, a montadora atendeu ao pedido dos fãs e introduziu uma opção de transmissão manual de seis marchas exclusivamente para os modelos equipados com o motor 3.0.
5. Qual é a velocidade máxima do modelo? A velocidade máxima é limitada eletronicamente em 250 km/h por questões de segurança. Sem o limitador, testes independentes mostram que o esportivo pode ultrapassar facilmente os 280 km/h.
6. Ele é um carro confiável para o dia a dia? Muito. O conjunto mecânico provou ser extremamente robusto. O motor B58 é amplamente elogiado pela sua durabilidade, suportando bem o uso diário e até mesmo o aumento de potência em oficinas de preparação.
7. Qual a diferença na tocada do Supra 2.0 para o 3.0? O 2.0 é mais leve, tem a frente menos pesada e é excelente para estradas sinuosas, sendo mais ágil nas mudanças de direção. Já o 3.0 é um verdadeiro “míssil” de retas e saídas de curva, focado na força bruta.
8. Por que a cabine sofre com ruído de vento? Devido ao design focado no fluxo de ar externo e na curvatura do teto, dirigir com as janelas abertas acima de 80 km/h cria uma turbulência acústica muito alta dentro do carro, conhecida como “wind buffeting”.
9. Haverá uma nova geração a combustão? As projeções indicam que não. Com as novas leis de emissões globais, o modelo atual deve ser a última geração do esportivo movida exclusivamente a gasolina, dando espaço para tecnologias híbridas no futuro.
10. Onde ele é fabricado? Apesar de carregar um emblema japonês e mecânica alemã, o esportivo é montado sob contrato pela Magna Steyr em sua fábrica localizada em Graz, na Áustria.
Danniel Bittencourt
Danniel Bittencourt é especialista e entusiasta do setor automotivo, com atuação focada em análise de veículos, lançamentos e tendências do mercado global. É fundador do site e responsável por diversos canais no YouTube voltados ao universo dos carros.





